Ah, meu neto querido, você nem imagina
Quanto bicho este mundo via
Albatroz, bicho-preguiça, pardelinha...
O homem achou a paz pequena
Pra ganância que ele tinha
Até parece que do ar
Ninguém, nem ele precisa;
Da água crê ser o dono
E desrespeita todo o resto
Que não entende ou domina.
Sussuarana, tartaruga, ararinha,
Beija-flor sumiu de vista;
Rareou sagui-da-serra!
Jacamim-de-costas-verdes, sanã-cinza, piruinha,
Pica-pau-de-cara-amarela,
Tudo espécie em extinção!
E esses animaizinhos
São só o começo da lista
Da tristeza que se espalhou.
Mas teu avô ainda insiste
Num futuro mais honrado.
Quem sabe vocês crianças
Mudam o rumo das coisas,
Não deixam baleia, panda
Virarem pó na lembrança
E devolvem o direito sagrado
De existir em segurança
Que cabe a todo ser vivo,
Seja grande ou pequenino,
Planta-bicho-pessoa,
Árvore-onça-menino.
(Todos os animais nomeados neste
texto estão sob ameaça ou em vias de extinção)

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