Companheira de verdade, Baleia acompanha sua família humana
durante a seca, a miséria e a fome. Consola as crianças com seu carinho e cuida
do dono com dedicação absoluta. Seu único sonho, um céu cheio de preás para
acalmar sua fome e a de seus senhores. O capítulo de Vidas Secas que narra a
morte de Baleia é de doer o coração da gente. Poeticamente, reconhecendo e
nos comunicando da sensibilidade desses animaizinhos tão próximos de nossa
vida, Graciliano Ramos emociona e eterniza tantos cães como Baleia, melhores amigos do homem,
que se um dia precisaram de nós, souberam ser ainda mais relevantes para fazerem da gente seres humanos e deram muito mais de si mesmos do que exigiram.
Susi, uma das tantas "Baleias" de rua, que foi um presente para quem a conheceu.

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