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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Canto de Fadas...



Era uma vez uma linda rainha que vivia em um reino não tão distante na companhia de seus dois escudeiros reais, Luna e Flokinho. Um dia, um valente rei conquistou lugar no coração da rainha e  o mundo foi iluminado com a notícia da chegada do pequeno príncipe. Todo o reino foi tomado de felicidade e festa. As fadas enfeitaram os bosques e cantaram a boa-nova por toda a parte, espalhando alegria para muito além das terras de Facebook.
Só o pequeno príncipe pareceu meio indignado com a revista constante dos nobres escudeiros, que o inspecionavam dia e noite querendo cheirar de onde viera, por que tinha aquele narizinho tão pequenininho, e aquela boquinha miúda e por que a rainha dava tanta atenção ao recém-chegado. Mas a rainha explicou aos ciumentos escudeiros que em seu coração enorme e bondoso, haveria espaço para um, dois, três, quatro amores, ou quantos fossem. Que seu amor de mãe e de mulher seria sempiternamente assim, verdadeiro e inesgotável. E todos foram felizes para sempre por muitos e muitos anos.


Seja muito bem-vindo, lindo príncipe Gustavo (com os fieis escudeiros Luna e Flokinho)
Obrigada pela foto, mamãe Claudia, amiga querida.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Oba! Deu Bandeira!



Porquinho-da-índia



Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.

 (Manuel Bandeira. Em: http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira02.html)


Imagem: vidaslusofonas.pt
 Clique sobre a imagem e acompanhe a leitura do poema.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Planta-bicho-pessoa






Ah, meu neto querido, você nem imagina
Quanto bicho este mundo via
Albatroz, bicho-preguiça, pardelinha...

O homem achou a paz pequena
Pra ganância que ele tinha
Até parece que do ar
Ninguém, nem ele precisa;
Da água crê ser o dono
E desrespeita todo o resto
Que não entende ou domina.

Sussuarana, tartaruga, ararinha,
Beija-flor sumiu de vista;
Rareou sagui-da-serra!
Jacamim-de-costas-verdes, sanã-cinza, piruinha,
Pica-pau-de-cara-amarela,
Tudo espécie em extinção!
E esses animaizinhos
São só o começo da lista
Da tristeza que se espalhou.

Mas teu avô ainda insiste
Num futuro mais honrado.
Quem sabe vocês crianças
Mudam o rumo das coisas,
Não deixam baleia, panda
Virarem pó na lembrança
E devolvem o direito sagrado
De existir em segurança
Que cabe a todo ser vivo,
Seja grande ou pequenino,
Planta-bicho-pessoa,
Árvore-onça-menino.

(Todos os animais nomeados neste texto estão sob ameaça ou em vias de extinção)

sábado, 3 de agosto de 2013

Me Conta Uma História? Estimação





Analu tinha cinco anos e um lindo gato cinza esverdeado, o Tato.
Ela adorava o bicho,  que de fato era seu melhor amigo. Cada um tinha seu prato, mas ela dormia com o gato, assim não sobrava lugar para os monstros debaixo da cama.
Quando ela saía para a escola, o Tato só olhando, ela olhava de volta, os dois assim conversando, e o Tato como quem sabe, esperava na janela a condução branca e amarela que lhe devolvia a menina.
Na hora da janta, a mãe já achava demais.
- Tira o Tato da mesa, filha, qualquer dia, a gente come o Tato sem querer!
Quando acabava a sobremesa, Analu esticava a noite, até o sono pesar nos  olhos. E enquanto a mãe a levava para a cama, ela perguntava:
- O Tato tá vindo, mãe?
O Tato estava.
E assim iam passando os muitos dias do Tato e da menina Analu.
Então certa feita tudo mudou, quando ela trouxe para casa a lembrança de um tal menino. O Tato chamou  para brincar, mas ela queria ficar sozinha.
-A comida está na mesa, filha! Olha que assim esfria!
Mas nem fome ela sentia. Fechava a porta do quarto, e o gato dormia na cozinha.
Foi ali que o Tato entendeu, porque era sábio e vivido. Que as crianças de estimação um dia vão crescer e partir o coração da gente.