Costumavam brincar maritacas na árvore diante da minha janela. Elas ficavam por horas nos
galhos e comiam as frutinhas, fazendo uma algazarra linda de se ver. O tronco se partiu em uma tempestade, e o que sobrou foi cortado. As
maritacas se foram. A verdade, no centro desta capital paulista, é que essas visões naturais são cada vez mais raras. Há muito tempo também não ouço som de grilo ou
cigarra. Só a presença do homem persiste e nem sempre é bonita para os olhos. O
pior, como diz Marina Colasanti, é que “a gente se acostuma”, assim simples...
Maritaca, em: http://baixa.ki/w18040

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